quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Finalizações

Nikolas, peço-lhe por favor que envie as cartas aos Príncipes do Ano. Infelizmente Alberto foi visitar sua mãe e não poderá me prestar o serviço. Serei a ti grato.

Pizza e Jazz Por vezes ando desafiando encontrar você. Sobre a causa ainda discuto mas deve ser esta dor revigorante que me faz tentar me levantar dos mortos e ir te ver. Esqueço das convenções e me perco no êxtase provocado pela ausência mesmo que diante. Eu não quero que você sonhe comigo, que fique sem graça ao me ver. Eu desejo que você não tenha ações. Resgatai-me nos dias de sargeta de Outubro! 14/10/2007



DecepçãoE com todas as variações, com todos os investimentos e pensamentos: nenhuma promessa não dita foi executada. Ou até mesmo as ditas. E Dita começou a me golpear, mas a dor deixou de ser o meu remédio. É agora o que mantém minha vida em tédio. Cansei da agonia desta geração e sei que não vou viver sem ela. Ensinai-me a grande lição dos mortos em seus dias de Novembro!
02/11/2005

Ciclos Venerei, Santifiquei, Vi, Escrevi, Analisei, Gritei, Enlouqueci, Desintegrei, Insisti, Encontrei, Vivi e Recomecei. Eu tive certeza: estou viciado na minha vida. E isto não é um brado de Esperança, é uma constatação da agonia suprema. Não há saída e eu não posso me expressar. É esta sensação claustrofóbica que irá me matar. Destruir-nos. Liberai-me, Impeça-me de recomeçar nos dias findos de Dezembro.
28/12/2008

sábado, 1 de setembro de 2012

Missão Pirata

Heloation, aqui vai um relato de minha aventura pelos sete mares:
Após descobrirmos a localização do tesouro resolvemos, nós, meros piratas do mar azul, acompanhar a frota real. Mas não sabíamos que a Rainha era invejosa e de má índole. Como seu navio estava sem gasolina e o tesouro tinha prazo de validade a perversa resolveu roubar o navio de Ludmila e Amanda Douglas, mas eu era amigo das meninas e fugindo com um cópia do mapa do tesouro fugimos e içamos a vela com o intuito de dar uma lição na malvada. Porém uma idéia me veio a cabeça: e se tentássemos ir por terra seca para tentar fugir mais eficientemente da Rainha? por isto fomos até um pórtico e resolvemos entrar no centro histórico da cidade entupida de morro, para facilitar com medo que o navio pegasse embalo resolvemos de comum acordo pular do navio e ir a pé nas decidas e para facilitar ainda mais nós convertemos o navio em uma mobilete, descemos então uma sequência de morros até que procuramos pelo asfalto onde finalmente o navio andaria mais rapidamente e poderíamos voltar a posar de piratas, porém ao chegarmos na BR, descobríamos que o mesmo ia para Dom Silvério, o que frustrou nossos planos pois pretendíamos ir a Belo Horizonte. Sorte que tínahmos Amanda Douglas conosco e que conhecia uns alunos da UFMG que poderiam nos levar para a estrada correta. Fomos então para a unidade da UFMG no centro histórico perguntar pelo amigo. Ao chegarmos lá havia um encontro de diversidade com os amigos de Amanda Douglas em um debate acirrado. Tive dúvidas do que fazer. Por fim decidi comer yakissoba, para dar sustentação durante nossa aventura, que estava apenas começando!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A noiva

Gilberto, o tempo está chegando e não pude ir a sua despedida, envio-te esta carta então:
Do lado de fora chove, na verdade chovia até o você chegar.Os dias que chovem abril, me apavoram, destroem com minha coragem que já se foi. Mas enquanto chovia, aqui dentro me fazia frio e ás águas do batismo não eram suficientes para me lavar. Quero sair, gritar, mas não dá mais! A chuva já passou. Chovia e uma noiva passeava pela minha casa, ela rodopiava pelos cômodos procurando por algo e não achava o que a poderia satisfazer. Continuou rodopiando e achou o telefone. Ela parou e olhou para ele, tava com medo de pegar nele, afinal, já tinha ouvido várias histórias com noivas que morreram com o telefone na mão. Tempestades são assim. Ela tomou coragem e discou o número que eu queria saber, mas parecia que o outro lado não a ouvia, não conseguia se comunicar com ela ou apenas não queria falar. Ela pára, braveja aquele som que vem do inferno "reeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeen" e eu me assusto. E então ela me faz sinal de silêncio, rodopia pela sala até ficar tonta e volta para a sua amada cama que tão aconchegante está hoje. Esta lhe pede que se esparrame sobre ela, se entregue e daqui do meu quarto não ouço nem risos e nem lamentações. Morfeu a levou para algum lugar onde eu não consigo ouvir nem o grito das crianças ensandecidas da rua deserta e imaculada.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Flechas pelo corpo

Larissa, não sei nem por onde começar a história daquele que eventualmente se apaixonou por São Sebastião, que olhava, com rosto meigo sem demonstrar a dor causada pelas flechas que o trespassavam. Mas já me perco novamente.
Ele era velho e portava uma beleza que só antes havia visto em duas pessoas, também velhas, e uma era o amor da minha vida. Gostava de yoga mas o que fazia mesmo era pintar, dizem que grafitava, o que me dava medo já que você sabe o que dizem dos que grafitam. Entendo que a juventude esteja perdida, mas o fascínio que São Sebastião exercia, ultrapassava em muito o frio que já voltou pra assolar esta cidade. O frio sempre me tráz vontade de escrever para os meus amigos e mesmo que as cartas de volta aparentemente não cheguem eu lembro que a culpa era de quem vendia as fichas no caixa, ou dos lobisomem que voltaram a aparecer aqui. Deve ser o frio. E enquanto bebíamos o caldo de mandioca eu percebi o que diferenciava os três: os olhos. O do Primeiro e único, que fez minha vida cair e me deixou em dúvidas eram verdes. O do Segundo, que me fez humilhar e recebeu o troco eram azuis. O do Terceiro, que me fez correr e morrer de medo da rejeição, eram castanhos. Agora fico ansioso para encontrar o Quarto, que atualmente faz sofrer quem nele dorme devido a uma corrente de ar que passa por cima da porta e que antes a fazia ranger.

terça-feira, 6 de março de 2012

Cartas II

Hoje tomei conhecimento que mais notícias dos Príncipes do ano chegaram. Enviei meus sentimentos em função das tragédias. E minhas explicações.


Verbena
A semente cresce, e quem sou eu para impedir? Deveria amar tudo o que é vivo, mesmo aquilo que se desenvolve em ti e te faz morrer. Ainda assim, é a natureza. Devo eu então adubar, regar e cuidar pra que cresça e floresça, mesmo que você seja o custo. Não há mais como ou até mesmo motivos para te salvar e espero não enlouquecer com a dor que virá. Quando você atravessar, em julho, estarei pronto para plantar novamente e regar com minhas lágrimas.

Cern
A vontade real é se desintegrar, deixar de existir, sem corpos, sem lamentação. A dor é tão extrema que se acredita entrar em harmonia com o universo em poucos segundos e se anseia pelo nirvana súbito que nunca vem. Espero que o lugar para onde vão os dias que se passam deixem de armazenar memórias. Porque eles estão voltando e estou cometendo os mesmos erros. Já estou cansado desta lamúria impotente, típica de agosto, e desta lástima que apavora cada silfo que serpeia esta minha vida blasfema.
“Estou cansado desta vida casta!"

Verbal
Por mais que eu tente nada se concretiza como eu quero. Fico vivendo então um futuro do pretérito cíclico determinado por até onde minha mente tortuosa consegue ir. Promessas nunca ditam permeiam minhas atormentadas memórias e mesmo que eu perceba que estou perdendo tempo, insisto. Ser intenso: um minuto dura uma eternidade, mas a dor que te lancina é tão grande que ultrapassa em muito o desejo da morte. Não durmo mais, dilacerai-me nos dias que esquentam Setembro.