quarta-feira, 24 de junho de 2009

Brilha, brilha estrelinha!

Alberto me acordou "Mestre, perdoe minha impertinência mas... poderíamos escrever hoje mais cedo? Aproveite e veja o sol! Fará bem à sua frágil saúde. " Os objetivos dele eram visíveis, suas costas de mão cheiravam a hidratante de amêndoas Paixão e o cheiro empesteou meu quarto. O pavor do frio assombra tanto quanto seu pavor por mim. Terei que trabalhar melhor a partir de hj. Assim ditei cartas, se elas serão/foram entregues eu não me importo. Não há nada a não ser ver do Fim do Mundo. Aos príncipes dos meses:

Perdão

Acho que hoje eu não durmo. A certeza de não poder tentar, o que decide que eu tenho que sobreviver me impedem de dizer que te venero. O cheiro de lavanda empesteia o quarto que insiste em não cheirar a flor dos silfos. Eu me resigno a minha cadeira a pensar no oriente ou nos prédios altos. Não haverá um Big Bang para resolver minha vida. Curai-me! Perdoa-me os dias quentes que relampagueia janeiro!

Desejo

Porque o meu desejo real é que você se confunda, que você nada entenda, que a corrupção te consuma por inteiro. Eu te santifico e profano. Eu te amo e te odeio. Amo esta multiplicidade. Porque as moléculas vibram, porque eu vibro e você vibra. Salvai-me! Num dia de fevereiro encontro sua freqüência e para aquilo que vim ao mundo poderei executar.

Principal Princípio

Por todos os dias que volto, vejo sempre as mesmas vias, o mesmo pecado, as ruas sempre desertas. me espanta ver que só a bicicleta do que guarda é incorruptível. Eu não gosto dela. Acredito na mudança da culpa. É o que me salva. Amaldiçoai-me! Nos dias chuvosos de março eu espero entender que nada mais resta!

Lista na Coopasul

Eu escrevo nomes pelas paredes do meu quarto. Os nomes me espreitam, olham por debaixo do verniz vermelho. Os nomes das paredes vêm e vão a um fluxo contínuo de meu passado tardio. Eu amo os nomes escritos, mas não acredito neles. Penso que a recíproca é verdadeira.

...um dia em abril, quando a que há de lavar ver meus amados nomes, escritos na parede escura de meu quarto, saindo para me acolher da tempestade...

Não São Dignos de Crédito?

deveras sinto, eu ouço eu analiso, não consigo ficar sem ouvir, não consigo mais, ouvir sem analisar, eu queria poder falar tb, mas é quase impossível..... por isto queria que um pássaro me tirasse deste caminho, q elevasse a altura e soltasse para num sei, ir até, onde eu pudesse ser realmente purificado pelo fogo, tomara que encontre, tomara que os dias que ventem maio fiquem quietos, chilreando palavras mudas sob meus pés....

Insônia

Às vezes eu gritava durante a noite, agora grito durante as horas amargas que passo cercado do sobrenadante de meu mundo, não suporto mais o RU, o guarda do RU, a criança que está calada e adormecida na rua. Queria me sentir como Odisseu, mas o mar revolto não me expele. Tal qual fênix que não consegue morrer. Valhai-me! Tire-me os dias angustiosos em que relampagueia junho!


Por hoje basta, vamos ver a estrela!
Meus dedos estão dormentes devo trocar de trabalho, mas pra onde iria eu?

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