quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Noites Negras


Léo, acho que algo está acontecendo no mundo. Talvez seja o goleiro Bruno e seu amor em pedaços, ou notícias velhas que se repetem. Até porque eu estava dormindo (?) mas ele também estava e eu me preocupava com a hora de vê-lo ir. E mesmo que não fosse uma bicicletinha sem freio as cores me confundiam pois estava com o preto além de provar peixe com batatas, que noite confusa. Até Sheila, a boneca erótica, estava presente e não lembro de ter dançado com o próprio Curinga em sua festa! mas o mais importante é que ele estava lá morto e pagando o tempo para os Antigos. Acho que me delonguei.

Diz o folclore atual que se vc desejar o universo conspirará a seu favor. fico feliz com o empenho que as pessoas empregam nesta crença, é importante para o renascimento (?) da magia e a adequação dos sonhos. E me pergunto: o que é necessário para que tenha um amor de Poison? já decidi, exiji do universo, gritei, lamentei, bati na Dama da Água, impedi a chuva em Ouro Preto mas NADA me dá o que eu desejo. Eu DESEJO e isto será forte.

Só Alberto sofre. Ele que escreva, apague, suje e escreva tudo de novo! e este é o assunto de hj. por favor envie aqueles chicotes que você usava em seu tempo de mestra dos mestres.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Falando de aranhas

















I hem va dir repòsa un poc
i recolzat aqui en s'aresta ...
I hem piga piga un grapadot
digue que duc buscas d'herba ...
NÓS SOMOS A NATUREZA!


Bruna, enquanto dormíamos ao mesmo tempo, naquele lugar que não tem mais controle remoto, lembrava e pensava nas baratas que habitavam os quartos e na aranha de pelúcia que os atacava e que me atacou. Até agora não entendo como a mesma as matava, mas ficava feliz com a diminuição das baratas, e acredito que Maria José Também também ficava. Mas os dias passaram e sobraram três quartos. Um quarto por sua vez estava cheio de cápsulas brancas que fechadas seriam 100 mas 50 já haviam sido usadas. Obrigado, Alzira, que me salvou desta conta mas os dias voltaram e me senti vivo como nunca. queria não ter a saúde tão frágil que me permitisse viver na noite novamente. Mas o paraíso não me ouve então fico aki cercado deste mofo todo e tusso, mas quando era pequeno eu tossia e tosso nakela época. Então tusso, tosso, tosto e mosto que na expo-cachaça foi feito com caju e deixou a Thaís feliz. Eu não pude ir as reuniões do livro da vida de 2010, mas enviarei erratas. Eu estou cansado do boi azul mas pensemos a respeito: ele come farinha de milho? Não!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Tânia Alejandra


Maria José, agora que seus olhos não estão mais vermelhos e o in verno chega novamente à sua vida posso vos revelar a história de Tânia.

Eram duas amigas: Tânia e Ana, uma loira de nariz grande e outra morena de bochecha grande. A amizade era forte porém o fracasso de Ana e a inveja de Tânia estavam sobre suas cabeças. Durante a história Ana conheceu Carlos e o amava, eu, porém, observava e velava. Carlos recebeu uma carta apaixonada de Ana, que o pedia para encontrá-la na lateral da arquibancada sob as lâmpadas apagadas. Mas Carlos era esperto e uma lanterna ele levou. Ao chegar ao espaço combinado e apontar o indicador de luz para o local esperado deu de cara com Tânia, loira de cabelos curtos que por ali distraidamente "passava". Ao avistar a odiada que lhe tirava o tempo disponível de seu amor Carlos a xingou, gritou impropérios, disse qto a odiava por tê-lo feito chegar onde estava, que ela era a raiz de seus problemas e que aquilo não iria ficar assim. Tânia Alejandra por sua vez impassível, fez cara de paisagem e foi sentar na lateral da arquibancada ao sair de onde estava atrás dela sentada e olhando para Carlos estava Ana que desesperada achando que o frisson teria sido para ela saiu de lá, chorando e perguntando por que como se fosse Marília Gabriela. Acreditando que Carlos queria na verdade se encontrar com sua amiga Tânia, Ana se tornou reclusa e amarga. Porém Ana amava Tânia e não a deixava. Ao descobrir o esquema carlos foi até a carta que tinha recebido e jogado no lixo porém a carta havia sido plastificada em um padrão xadrez e branco. ao procurar o pedaço que identificava a letra de Tânia marcando o horário do encontro e que seria sua salvação viu que o pedaço havia sido rasgado e enquanto eu velava a avó de Tânia, que sabia japonês disse nesta língua: Tânia, Tânia Alejandra o que você fez? é óbvio que nesta hora eu baixei os meus olhos à legenda que aparecia no mundo e entendi. Apesar de velha e parecer um anime a velha sabia as implicações da vida. enquanto isto Tânia queimava o pedaço rasgado de carta porém um espelho de prata apareceu indicando que era um aldeído e não uma cetona. Ao soltar o pedaço dakilo já que não sabia mais qual a natureza um vento o levou para perto de Carlos que ao tentar pegá-lo escorregou e caiu da janela, um cachorro o chutou com a pata direita e de ladinho como faziam os que chutavam cachorros. Ao ver que seu amor caía Ana desceu a escada, tropeçou no tubo de ensaio com o espelho de prata e sem entender a natureza daquilo tb caiu. E eu velava. Já Tânia Alejandra tentando descer a escada para socorrer o tubo de ensaio com o aldeído, foi atropelada por um jipe e nesta hora sua avó falava mais coisas da vida em japonês mas os eventos ocorriam em alta velocidade e naõ conseguia prestar atenção no mundo e ler as legandas ao mesmo tempo. e assim ocorreu. Que Carlos e Ana morreram tenho certeza e de mais nada tenho. Envio-te então este tubo de ensaio para mais nada ter.

Ofereça a Alberto café, ele está cansado.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Berço

Cris, uma forte doença me acometeu. não era de amor mas Era. e era Enigma tb. não te escrevo há tempos e vernum. Perdoe mas não foi falta de atenção. Mesmo as respostas dos príncipes não conseguiram me tirar da cama. Aceite, leia e me responda.

Ao fim daquela festa lasciva minha cama quebrou. Não sei se por causa de nosso peso conjunto ou se pela espectativa de Eduardo e Guilherme. mas ela caiu. Era folga de Alberto e por mais de uma semana dormi naquilo que lembrava um berço. E apenas pesadelos vieram me visitar. Não tinha tempo de divagar sobre as causas. apenas a vontade de correr, a claustrofobia e as maldições daquelas serpentes. Comofas? Era a questão. Sentir-se em uma travessa com molho de edredom para seus pesadelos se alimentarem é uma sensação única. Compartilhada apenas com a idéia infantil de dormir em um berço. resolvi então fazer uma viagem à cidade Viscosa para poder descansar em meio ao visco e ao betume. Dizem que petróleo faz bem a pele, eu duvido muito mas em decorrência de minha idade já avançada o que vier é considerado benção divina. Voltei à cidade que tudo mofa e ontem Alberto voltou aos seus afazeres. Caminhando por cômodos que só ele conhece (prefiro que pense assim) conseguiu resolver meus problemas e enfim poderei dormir bem. Apesar de querer estar ao lado de meu felino de pêlos sedosos.... acho que óculos lhe caem bem... dormirei e então poderei contar